Laptops de várias marcas estão contaminados com as mais perigosas substâncias químicas tóxicas. Esta foi a constatação de um laboratório independente dinamarquês que testou a presença de retardantes de chamas com bromo, PVC e chumbo nos modelos mais modernos de laptops, fabricados pelas cinco maiores empresas do mercado (ACER, APPLE, DELL, HP E SONY). Os resultados mostraram que os produtos da HP e da Apple apresentam os piores níveis de contaminação.
Altos índices de PBDEs (um tipo de retardante de chamas), incluindo os DecaBDE e chumbo, foram encontrados em componentes dos computadores e na solda dos equipamentos produzidos pela HP. Ao contrário do verificado pelo teste, a empresa afirma que o DecaBDE foi eliminado de seus produtos há anos. Com estes dados, o Greenpeace rebaixou a HP da terceira para a sexta posição no Guia Verde de Equipamentos Electrónicos. O guia classificou fabricantes de PC e celulares de acordo com a quantidade de substâncias tóxicas presentes nos seus produtos, sua política de descarte e sua acção para eliminar estes compostos.
O teste também constatou que a nova linha de laptops produzidos pela Apple, os Macbooks, contém altos índices de um retardante de chamas conhecido como tetrabromobisfenol. A empresa informa no seu site que está procurando alternativas, mas de acordo com os testes, a Apple usa mais substâncias tóxicas do que seus concorrentes.
Kevin Brigden, da Unidade de Ciência do Greenpeace, ficou chocado com os resultados. “O teste mostra claramente que quando olhamos para dentro dos sistemas, tanto a plataforma Mac quanto a PC utilizam substâncias perigosas nos seus componentes”, afirmou.
Em pesquisas anteriores, o Greenpeace revelou que estas mesmas substâncias tóxicas encontradas nos equipamentos, estão a poluir as lixeiras da China e Índia. Estas lixeiras são o destino de computadores descartados pelo mundo todo. O chumbo também foi encontrado em diversos locais, geralmente em grandes quantidades. De acordo com o Greenpeace, isso acontece porque nenhuma das empresa referidas tem uma política clara e eficiente sobre descarte de produtos antigos.
O Greenpeace (com todos os seus defeitos) continua a pressionar os fabricantes de equipamentos electrónicos para eliminar substâncias tóxicas, substituindo-os por materiais alternativos mais seguros.