O caminho sempre turvo. O nevoeiro, dum tal de Sebastião, que não levantou. Um imaginário colectivo sem muita imaginação. Mediocridade colectiva que nunca apostou na formação do indivíduo. Ainda vivemos num país de reizinhos e de feudos. De tráficos de influências e só. Um marasmo para verdadeiros empreendedores e a desinteligência do roubo generalizado e permanente de oportunidades de crescimento intelectual. Portugal é afinal, um país de ultra-conservadores que apenas conservam o pior: o compadrio, a indiferença cívica e social e um nebuloso estado do quem é quem em layers de estupidez crónica para a ascenção social. E o olimpo dessa subida, a qualquer custo, é uma suposta nobreza, provavelmente descendente dos mais dóceis camponeses, já que a partir de 1910 a grande maioria dos nobres na total falência venderam a única coisa que lhes comprava pão, – os seus títulos. Temos hoje, camponeses empertigados, de nariz a tocar a testa e toda uma corja deprimida e sem rumo que admira e segue semelhante baixo nível.
Cá no fundo, este país não é quem diz ser.