Corram formiguinhas
Trabalhadores indigentes
Corram seres incautos
Vidas de insignificância
Os postos de trabalho à espera
Continuem a colar fotografias na parede da vida que gostariam de ter
Verdadeiros covardes da ficção social
As mulheres e filhos observam da foto da secretária quem nunca está
Vidas drogadas sem consciência
Personalidades desestruturadas
Numa bebedeira sem ressaca nem bonança
Corram parte desse tal tecido empresarial
Um dia serão vocês os buracos na malha
Bajuladores inconsequentes
Só o despertador pela manhã vos faz abrir os olhos